sábado, 27 de setembro de 2008

Tarefa 7/7 - Avaliar é saber dar valor


Conte para gente como foi o jogo para você. Quais foram os pontos positivos? Quais os pontos negativos? O que você mudaria na sua atitude desde o começo do jogo?


Para mim o jogo foi uma oportunidade de olhar para dentro. Refletir sobre como me vejo de uma maneira crítica. Pude enxergar coisas sobre mim, não só pelo que escrevi, mas pelo que não escrevi!

Acho que a forma como foi feito o caminho do guerreiro; em blog e usando todo tipo de audiovisual foi muito legal. Isso dá margem para usar a criatividade, bem como usar qualquer linguagem. Nunca escrevi um blog, então no começo escrevia numa linguagem mais formal. Conforme as tarefas foram passando, acho que fui pegando o espírito da coisa e escrevendo numa linguagem mais informal e próxima, como se estivesse falando com o leitor.

Bom... Ponto negativo?! Eu mesmo não teria feito muito melhor! Gostei muito desse sistema, super simples e possibilitando todo tipo de criatividade!

Desde o começo do jogo eu estava bem empolgado. A primeira tarefa foi muito legal. Acho que foi a que eu fui mais criativo. Na segunda, eu já não sabia mais o que acrescentar, porque tudo o que eu tinha pra falar já tinha dito na 1ª. Na terceira tarefa, não era muito novidade pra mim, já que a questão do consumo é uma da qual estou trabalhando diretamente. É aquela frase do Gandhi "Seja a mudança que vc quer ver no mundo". Então eu já buscava ser a mudança que queria ver nos padrões de consumo. Já nas tarefas seguintes, sobre ter uma idéia e implementá-la, eu meio que aproveitei uma idéia que tinha tido há poucos dias atrás. Era o Núcleo de Consumo Ético e Solidário FGV se formando. Então juntei o útil ao agradável! Só foi uma pena que eu não tivesse conseguido tirar nenhuma foto ou filmagem do Núcleo...

Enfim, o Caminho do Guerreiro foi muito massa!

Grande abraço a todos!


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tarefa 6/7 - 5, 4, 3, 2, 1 já

Amanhã completamos a 3ª entrega do Núcleo de Consumo Ético e Solidário FGV. Entregaremos cd's com dois vídeos; A História das Coisas e um vídeo de consumo consciente do Fórum Brasileiro de Economia Solidária e mais a apresentação de slides do Núcleo.

É difícil dizer se as pessoas estão se sensibilizando para a proposta de um consumo mais responsável só pelos materiais que estamos entregando. Acredito numa abordagem homeopática; que em pequenas doses periódicas seja possível informar e mobilizar as pessoas. Mas tenho certeza que nesta época no ano que vem a proposta já estará bem difundida e as pessoas estarão pensando duas vezes ao comprarem.

Sei que vai ser uma postagem atrasada, mas vou tentar postar amanhã algumas fotos e, possivelmente, um vídeo da entrega dos produtos pela faculdade!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tarefa 5/7 - A gente não está sozinho

Ainda nessa saga sobre o Núcleo de Consumo Ético e Solidário FGV, gostaria de contar as alianças que fiz, estou fazendo e que pretendo fazer.

A primeira pessoa com quem me juntei foi minha amiga Natália. Hoje tocamos só eu e ela o projeto do núcleo de consumo, assim como a incubação desse empreendimento de comércio justo. Mas fui conseguindo alianças ao longo dos últimos dias. Hoje, por exemplo, me reuni com a Luciana do Centro de Estudos em Sustentabilidade para iniciarmos a parceria no Núcleo. Ela faz parte da área de consumo sustentável.

Outra aliança ocorreu há algumas semanas. Por um acaso do destino, um amigo estava carregando um buzz (tipo uma ação promocional bem chamativa ou provocadora) de uma iniciativa de Feira Orgânica corporativa. Tratava-se de um trabalho de uma agência de marketing, cliente dele. E adorando o design do cartão, fui atrás do contato e consegui arrastá-lo até a incubadora. Nessa consegui mais um parceiro para o design e o futuro catálogo! Se quiserem, podem acessar esse buzz, que é mto legal! Clique aqui para ver buzz.

Ele me fez prometer que iria divulgar um concurso cultural dele no meu blog, mas até explicar que não é um blog comum... Mas faço com todo prazer, pois é uma iniciativa mto legal:




Para conhecer melhor clique aqui














Outra aliança muito importante foi com um cara que apareceu na hora certa, o André. É um entusiasta das moedas sociais e trabalha como técnico em soluções web. Ele já queria se aproximar da incubadora há um tempo e eu precisava de uma estrutura online para operar um e-commerce junto à gestão de uma moeda social virtual, pois a gestão operacional dos pedidos e pagamentos logo logo seriam um problema. Genial, pois entrei com a estrutura da gestão da moeda virtual, ele com as soluções de e-commerce, em breve vou juntar o amigo da agência de marketing e teremos o Núcleo de Consumo operando online! Para completar, minhas dúvidas jurídicas em relação a tributação, formalização e prestação de serviços via moeda social foram sanadas pela Lia, mais uma parceira, advogada lá de Santos.

E com o André, foi juntar o útil ao agradável! Um cara que estava ficando meio descrente em relação a economia solidária está tendo a oportunidade de vislumbrar a possibilidade de uma verdadeira mudança por meio do Núcleo, aliando sua técnica ao projeto e à auto-satisfação!

Não quero dizer que sou um líder, pois não o sou ainda. Mas estou conseguindo fazer um dos papéis do líder, que é nortear as pessoas através de uma visão compartilhada, que lhes possibilite desafios e auto-realização.

Bem, não pretendo parar por aí, quanto mais pessoas conseguir envolver, empoderá-las e tornar essa proposta numa construção coletiva, mais atinjo meu objetivo de transformar a comunidade que vivo. Até porque a equipe deve aumentar para, pelo menos, cinco pessoas, com a entrada de novos membros da incubadora que entrarão para o projeto! E ainda na estratégia espiral, os próximos alvos são os professores mais próximos, uma classe que conheço bastante gente e a área de desenvolvimento institucional, todos confluindo para ampliar o núcleo. E também estou articulando parcerias com centros de estudos, departamentos e área de eventos para recolher banners e repassá-los a uma cooperativa que os recicla fazendo bolsas e sacolas. Hoje mesmo recolhi uns bons quilos. Reduzir, reutilizar e reciclar! Sinto cheiro de sucesso!!!

Para esse projeto, estou dedicando todas as minhas forças, indo dormir tarde, sem ver a hora de acordar logo para continuar a empreender! É mto divertido! Apesar de que, claro, tem suas desvantagens. Tem hora que é preciso faltar a aula pra apagar incêndio. Ontem mesmo, tive que ir até Santos só para pegar detergente ecológico da Cooperilha (cooperativa de Santa Cruz dos Navegantes que mencionei no 1º post) e, assim conseguir entregar o produto na data prometida e não comprometer a imagem da primeira entrega do Núcleo de Consumo. Mas a satisfação é muito grande, é meu ímpeto criador se realizando, é o vislumbre de que outro mundo é possível!

Tarefa 4/7 - Grandes idéias nascem de pequenas causas

Descubra uma única coisa que possa ser melhorada em uma comunidade da qual você é parte (seu prédio, rua, escola, trabalho etc.). Compartilhe, em detalhes, como você resolveria.

Espero que não haja problemas em relatar uma coisa que vi que poderia mudar há algumas semanas e que passei a me engajar integralmente. No começo deste semestre, avistei a possibilidade de fazer uma coisa que queria há muito tempo; irradiar meu ativismo pelo consumo. Afinal, esse é um tema que as pessoas não falam muito. No dia do meio ambiente, por exemplo, fui chamado para compor uma mesa de um evento de comemoração na Assembléia Legislativa de São Paulo. Eu fui o único que falou sobre consumo dentre aquele monte de ativistas e ambientalistas! E assim tem sido em muitos dos eventos sobre sustentabilidade, economia solidária, responsabilidade social que tenho ido. As pessoas falam em reciclar, mas quase não vêem que é necessário saber mais sobre a procedência dos produtos que compram. Não enxergam a importância de reduzir o consumo, mudar hábitos. Que dirá buscarem saber se seu consumo é sustentável não só ambientalmente, mas socialmente e economicamente, sem gerar externalidades.

Não quero parecer dono da verdade, ou algo assim, buscando mudar padrões de consumo das pessoas da minha comunidade, em cima do que acho certo. Isso seria quase um narcisismo moral, ou um "eu sou melhor que vocês, e se vocês não são sustentáveis, são pessoas ruins" - isso jamais. Mas sempre acredito que a reflexão, o diálogo* e a construção coletiva são sempre bem-vindos, e no caso da nossa sociedade de consumo, mais bem-vindos ainda. Tendo isso em mente, resolvi que poderia, dada uma oportunidade que tinha em mãos, despertar nas pessoas da minha faculdade a oportunidade para refletirem sobre o papel e impacto do seu consumo sobre a sociedade. E essa chance era um empreendimento de comércio justo que passei a incubar; que faz a distribuição de alimentos orgânicos, agroecológicos e biodinâmicos, além de detergente ecológico e outros produtos advindos de empreendimentos de Economia Solidária. A proposta desse empreendimento é distribuir em núcleos de consumo esses produtos que mencionei. A FGV era um deles e decidi que poderia usar minha rede de contatos e uma boa estratégia de divulgação para alavancar o número de associados ao núcleo, que antes só tinha como consumidores os próprios membros da Incubadora.

Depois de muito pensar sobre como faria a gestão operacional, logística e de marketing, me inspirei numa metodologia própria da ITCP-FGV que é a comercialização em espiral. A idéia original é comercializar primeiramente para o seu bairro, sua cidade e conforme for ganhando escala, ir ampliando regionalmente. Decidi reaplicar essa idéia de espiral territorial para uma espiral social. Comecei com os departamentos da escola que tinha mais proximidade e que tinham mais a ver com o assunto. A estratégia consistia em se aliar com atores influentes, que compartilham de valores como sustentabilidade, redução do consumo, desenvolvimento local, economia solidária, ética, etc.

Precisava também ter uma abordagem cordial, de proximidade e que não parecesse ser uma jogada do marketing, sem cair no fetichismo próprio dessa nossa sociedade do consumo. Após noites de insônia (quando começo a ter inspiração, passo a noite em claro anotando minhas idéias), montei a estratégia de divulgação que se adequasse à minha estrutura operacional, logística e de custo quase zero. Convenci o produtor de pão integral orgânico a me dar amostras grátis para que eu divulgasse seu produto para as pessoas mais próximas, dentro da estratégia em espiral. Com um bom papo, a proposta de tecer outras relações de consumo, a pauta da sustentabilidade em alta e um pão insanamente cheiroso e saboroso, pude divulgar a proposta, tateando o interesse das pessoas. Com o feeling sobre como se sentiram com essa abordagem, consegui direcionar um texto bacana junto com o catálogo de produtos.

Assim nascia o Núcleo de Consumo Ético e Solidário FGV. Hoje comemoro a 1ª entrega dos produtos. Passei o dia subindo e descendo a faculdade entregando pacotes. Que satisfação em ver as pessoas elogiando o cheiro do pão e a iniciativa! Mais detalhes dessa história, conto nos próximos posts!

Para ver a apresentação que montei sobre o Núcleo, clique aqui.


*Fiz questão em assinalar a palavra diálogo, pois é uma coisa preciosíssima que busco disseminar. Sempre friso para as pessoas a diferença entre diálogo e debate. Enquanto o último destrói, pois busca sobrepor uma idéia a outra, o diálogo constrói, pois possibilita a existência de idéias opostas serem complementares umas às outras. Essa, portanto, é a proposta, tão Freiriana por sinal, de não procurar impor minhas verdades, mas de dialogar junto às minhas verdades, neste caso sobre padrões de consumo.

domingo, 31 de agosto de 2008

3ª tarefa GSA 2009




Foi num dia fatídico de novembro de 2007 em que ao assistir o documentário A Carne é Fraca do Instituto Nina Rosa, que decidi me tornar vegetariano. Aquelas imagens realmente me tocaram. Sabia que não precisava de mais nenhum outro argumento para não continuar consumindo carnes, laticínios e ovos daquela maneira. Os olhos daqueles bois no matadouro, as galinhas confinadas e as vacas tendo que dar leite 8 vezes mais do que numa vida normal já me disseram tudo. Daquele dia em diante resolvi que não compactuaria mais com esse processamento de leite, ovos e carnes tão cruel e desumano. Desde então acredito no ativismo pelo consumo; não como carne como protesto ao desmatamento da Amazônia por conta do avanço da pecuária. Só como ovo se for caipira/orgânico, pois não concordo com o processo cruel pelo qual as galinhas passam na granja. Laticínio, só se for orgânico, também.

Procuro usar o mínimo de embalagem possível. Faço parte de um clube de compras de produtos orgânicos e agroecológicos, cuja maioria dos produtos não precisa de embalagem; levo tudo com uma sacola de pano para casa. Na faculdade nunca uso copo descartável; sempre tenho uma caneca comigo.

Desde que tenho mudado meus hábitos de consumo, sinto que as pessoas ao meu redor têm se sensibilizado, algumas até me admiram por isso, o que me traz satisfação e mais determinação para me esforçar mais ainda. É uma militância do dia-a-dia e esse esforço diário, essa mudança de comportamento, me possibilitam realizar mudanças maiores.

Já os produtos que não uso mais, eu não doou, mas troco. Um dos projetos que trabalho é um banco de trocas solidárias, que opera com moeda social e realiza uma feira de trocas mensais. Troco minhas coisas nessa feira, que também é um espaço de aprendizagem para os empreendimentos populares que minha organização apóia. Para conhecer melhor esse projeto, a TV Gazeta fez uma reportagem muito bacana: http://www.tvgazeta.com.br/jornaldagazeta/video_destaques/21_ago_08_04.php



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

2ª GSA tarefa


Clique no mapa mental para ampliá-lo


Meu propósito consiste em ser efetivo agente de transformação difundindo valores solidários como cultura de paz, consumo crítico e democratização econômica. Além disso, atuo como catalisador de processos de desenvolvimento local endógeno, na proposta da Sócioeconomia Solidária. Como a proposta do GSA é transformar guerreiros e possibilitar o sonho que as pessoas possam sonhar e concretizar seus sonhos, acredito que a soma das propostas leva a um compromisso firme com ações práticas e transformadoras.
Meu compromisso consistiria em irradiar o aprendizado da metodologia de intervenção do Elos para meus colegas que trabalham comigo somando mais um aprendizado. A ação é conseqüência disso, sendo que a utilização da metodologia viria em seguida ao meu retorno do GSA.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

1ª Tarefa GSA 2009

Quem você está agora, nesse momento da sua vida?
Neste momento tenho mais clareza sobre mim mesmo. Dúvidas existenciais e ideológicas que sempre foram presentes hoje estão minimamente sanadas. =)
Sempre fui um buscador e um sonhador. Estudei um pouco de filosofia e pratiquei meditação budista durante alguns anos numa busca constante por autoconhecimento e entendimento da realidade. Hoje entro num momento de síntese dessa busca constante. Estou me descobrindo um pouco existencialista, um pouco marxista, um pouco anarquista, mas sobretudo – e quanto a isso nunca tive dúvida – um humanista.

Como se sente?
Fruto dessa minha constante busca, principalmente devido à pratica meditativa, hoje sou pleno, pois aprendi a viver cada momento intensamente. Aprendi a dar valor para o momento presente, sem restrições. Seja lavando louça, estando junto a uma pessoa querida, escrevendo emails, ou comendo, cada momento é tão especial que hoje sou muito feliz. Meu trabalho também é muito satisfatório. Amo cada segundo do que faço e quando vou dormir, não vejo a hora de acordar para VIVER o dia seguinte.

Quais são suas dúvidas profissionais?
Embora minhas dúvidas e buscas existenciais já tenham sido minimamente sanadas, de fato, ainda tenho dúvidas profissionais. Isso decorre do fato de que gosto de muita coisa da minha área. Estou me profissionalizando em Economia Solidária; movimento pelo qual manifesto minha militância e ímpeto criador. Por um lado vejo um potencial de me profissionalizar em aspectos socioeconômicos de desenvolvimento local. Por outro lado, tenho enxergado potencial em me profissionalizar em teoria geral dos sistemas aplicado a sistemas sociais.
Enfim, acredito que minhas dúvidas se centram na questão da área de especialização. Pois é sem dúvida que quero aliar minhas aptidões à construção de um mundo mais justo e solidário. Seja continuando no terceiro setor, seja entrando para a área pública ou me tornando um acadêmico.

Quais são os seus sonhos? Meu sonho é chegar ao fim da minha vida e olhar para trás e dizer de boca cheia: eu vivi! Mas sobretudo meu sonho é de que no futuro – mesmo que distante – haja o fim da luta de classes, o fim da relação patrão-empregado, o fim da dualidade opressor-oprimido.
Desejo a autêntica solidariedade entre pessoas e povos. Como diz um monge budista amigo meu; “não há nada neste mundo mais maravilhoso que dar sem esperar nada em troca”.
Desejo a partilha, a co-participação e a cooperação como forma de democracia política e econômica, em vez de apropriação e centralização. Meus esforços e aspirações como cidadão do mundo, portanto, afluem para essa humanidade solidária.

Quais são os seus desafios?

Hoje me desafio a me tornar um líder. Busco autoconhecimento, resiliência e aprendizagem em processos grupais para conseguir mobilizar as pessoas. Desejo ser um facilitador para as pessoas expressarem sua criatividade, sua humanidade e a serem livres. Portanto, meu desafio está em me aperfeiçoar a ponto de ser um líder inspirador, que vê no trabalho a realização do ímpeto criador das pessoas, ao invés de ver as pessoas como recursos humanos de uma organização. Além disso, estou me desafiando a desenvolver outras formas de pensar, como o pensamento Complexo e o Sistêmico, me exercitando diariamente. Dessa forma, acredito ter maior possibilidade de ter insights e poder inovar nas tecnologias sociais que desenvolvo e para contribuir para a sociedade que sonho.